Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal lança publicação para que as candidaturas priorizem a primeira infância nas eleições 2026
“Primeira Infância nas Eleições 2026” apoia candidatos e candidatas a elaborarem programas de governo que coloquem crianças de até 6 anos e suas famílias como prioridade política
Published on 08/07/2026 05:30, by Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal

Com o objetivo de apoiar na aplicação e avaliação de políticas públicas intersetoriais dedicadas às primeiras infâncias brasileiras, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal lançou, em 6 de julho, o material “Primeira infância no Brasil: uma Agenda para os Governos Federal e Estaduais até 2030”.
Propondo cinco eixos de atuação integrada, a publicação convida candidatas e candidatos nas eleições 2026 a assumirem compromisso com o desenvolvimento integral infantil nas esferas políticas do país – sem que nenhuma criança e cuidador fiquem para trás.
O lançamento da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) marca um grande avanço da garantia de que políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida sejam executadas com qualidade e causem impacto na vida de crianças de até seis anos. Porém, a atuação intersetorial – que articula ações municipais, estaduais e federais – é um desafio grande que exige comprometimento constante de todos os entes federativos do país.
Live de lançamento do material contou com debates sobre caminhos e desafios para colocar bebês, crianças e suas famílias no centro das políticas públicas
Durante a live de lançamento, Juliana Prates, psicóloga e professora do Instituto de Psicologia da UFBA, e Paulo Fochi, pedagogo e coordenador do curso de especialização em Educação Infantil da Unisinos, debateram com representantes da Fundação sobre questões voltadas às primeiras infâncias no país – como educação, território e saúde.
Entre os tópicos abordados, destaca-se a importância de que a PNIPI não seja um projeto de governo e sim um projeto de Estado, que atravesse as gestões e sempre priorize as crianças de forma absoluta; não perder os avanços conquistados ao longo dos anos a fim de continuar promovendo o desenvolvimento integral dos primeiros anos de vida; e a importância de elaborar políticas públicas a partir da sistematização de dados – e não de percepções.
“Pensar a infância não como uma aposta de futuro, mas algo de uma realidade presente. As crianças são sujeitos de direito e sujeitos de desenvolvimento no hoje” – Juliana Prates durante a live de lançamento do material
Sobre o material
“Primeira infância no Brasil: uma Agenda para os Governos Federal e Estaduais até 2030” propõe olhar para as primeiras infâncias em cinco eixos, oferecendo dados relevantes sobre tópicos que atravessam crianças pequenas e seus cuidadores. A partir desses eixos de atuação, o material sugere ações aos governos federal e estaduais para que a infância seja tratada com prioridade absoluta nas reivindicações orçamentárias, obras e avaliações realizadas pelo âmbito executivo.
Colaboração e integração pela primeira infância: garantir o fortalecimento da colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios para a implementação da PNIPI;
Educação infantil: direito de toda criança: expandir o acesso à creche, universalizar a pré-escola e garantir a qualidade e a equidade na educação infantil;
Um começo de vida saudável: garantir atenção à saúde de gestantes, bebês e crianças na primeira infância;
Famílias mais fortes, crianças mais protegidas: potencializar o apoio às famílias na construção de vínculos e promoção do cuidado;
Crescer sem medo: garantir ambientes seguros e proteção integral para crianças na primeira infância.
“A agenda muda na prática quando a gente consegue incidir na vida de todas as crianças a possibilidade de uma nova jornada de vida, iniciada a partir de uma dimensão de igualdade e equidade” – Paulo Fochi durante a live de lançamento do material